quinta-feira, 11 de março de 2010

GM Andrés Rodrigues x Eider Cruz - Festa da Uva

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Enfrentar um Grande Mestre é sempre uma experiência que fica guardada na memória. Saber que o oponente possui o título mais alto do xadrez mundial e que muito provavelmente estará enxergando sempre um lance a sua frente, nos gera ao mesmo tempo um certo temor e orgulho por ter a oportunidade de enfrentar semelhante titã do xadrez internacional.

Com esses pensamentos um tanto turbulentos foi que iniciei minha partida contra o Andrés Rodrigues. Sabia que minhas possibilidades de obter um resultado positivo não eram muito grandes, embora, claro, eu sonhasse com uma vitória espetacular. Durante a partida eu fiquei somente esperando de que lado viria o golpe que me levaria a Knockout. No meu delírio, cheguei a imaginar até mesmo um golpe mortal que meu adversário pudesse realizar a qualquer momento com Cxf5 e colocar meu rei imediatamente em apuros. Mas eram só delírios, o GM Rodrigues escolheu caminhos muito mais seguros do que um sacríficio que poderia até mesmo colocá-lo em situação de risco.

Minhas possibilidades na partida eram muito boas, embora em cima do tabuleiro eu não as enxergasse muito bem, até porque eu imaginava que Rodrigues dominava por completo os fundamentos da posição e que, como já foi dito, estava sempre enxergando um lance na minha frente. Meus lances h5 e c5 foram jogados, acredito, mais em razão dessas considerações do que quaisquer outras. Ficou claro que esses lances tinham por objetivo mais atrapalhar os planos do meu adversário do que explorar os pontos fracos de sua posição, ativando melhor minhas próprias peças. Minha preocupação era de que as peças dele não jogassem e não de colocar as minhas peças em jogo. Triste conclusão que cheguei depois de refletir bastante sobre a partida: entrei no jogo perdido tanto tecnicamente quanto psicologicamente.

De um modo geral foi um bom jogo e certamente foi uma experiência importante rumo ao meu modesto aperfeiçoamento enxadrístico. Fiquem a vontade para fazer comentários, críticas e sugestões sobre minha partida e minhas análises. Bom jogo.

1.e4 c6 Aqui já tive que tomar minha primeira decisão. Siciliana ou Caro-Kann. Escolhi a segunda opção por ser mais sólida. 2.d4 d5 Fico sempre apreensivo para saber qual é o próximo lance que as brancas vão escolher. Existem muitas opções 3. exd5, 3. e5, 3. Cc3, 3. f3 ... e cada uma dessas opções leva para um tipo diferente de luta. 3.Cd2 dxe4 4.Cxe4 Bf5 5.Cg3 Bg6 6.Bc4 Sou mais acostumado a enfrentar 6. h4 h6 7. h5 Bh7 8. Bd3. O GM Rodrigues já começa a me levar por um caminho ao qual não tenho muita experiência.

6...Cf6 7.C1e2 e6 8.0–0 Be7 O bispo ficaria melhor colocado em d6. 9.f4 É o lance mais agressivo à disposição das brancas. Ameaça imediatamente jogar f5 e abrir linhas para o ataque branco. Para as negras é mistér evitar esse lance a qualquer custo. Aqui pensei em já jogar Bf5 para que depois da tomada Cxf5 eu tenha um ponto de apoio em e4, além de manter o peão em f4 restringingo o bispo das casas pretas das brancas. No entanto, consultando o banco de dados da minha memória me lembrei de um lance que se adequa muito melhor à posição.

9...Qd7 Apesar desse lance dificultar o desenvolvimento do cavalo por vias normais (lê-se em direção ao centro) é necessário, pois coloca mais uma peça de olho no importante ponto estratégico que é a casa f5. 10.Bd3 As brancas continuam seu plano de jogar f5, colocando mais pressão sobre essa casa.


10...Bf5
Um lance estranho, porém justificável psicologicamente e estrategicamente. Jogar 10. ... Bxd3 é praticamente entregar f5 numa bandeja para meu adversário, o que permitiria a ativação de suas peças e, acredite, um GM com peças ativas do outro lado do tabuleiro era o que eu menos queria nesse momento. Embora, após 11. Dxd3 c5 as negras tenham uma posição cômoda e podem desenvolver seu cavalo via c6. Por exemplo, 12. f5 Cc6 com forte pressão central. Com 10. ... Bf5 procurei evitar de vez o lance f5 e, ao mesmo tempo que controlar a coluna "e", ter um ponto forte para minhas peças em e4. O lado negativo desse lance é que ele cede o par de bispos e cria uma debilidade na minha estrutura de peões.

11.Cxf5 exf5 12.c4 0–0 13.b3 Visto que a diagonal c1–h6 está fechada, o bispo vai a procura de outra diagonal que lhe seja mais conveniente. 13...Te8 A torre instintivamente procura a coluna e dá de cara com um bispo bem em sua frente perturbando a sua atividade. Um reflexo do meu erro no oitavo lance. 14.Bb2 Estranhei a casa indefesa que fica em "e3" após o deslocamento do bispo. A coluna "e" parece que vai servir para meus interesses mesmo, e se a debilidade da casa e3 e o bom posto de e4 também estiverem do meu lado, então estarei definitivamente com uma boa posição. Mas vai me convencer disso em cima do tabuleiro! Sempre tive a impressão de que o GM Rodrigues estava seguindo um caminho preestabelecido e que via sempre um lance a minha frente.

14...Ca6
O cavalo se desenvolve por a6-c7 para evitar um futuro d5. 15.Cg3 g6 16.Df3 Já que f5 não foi possível, agora as brancas convergem sua atenção para d5. 16...Cb4 Fiz esse lance com o intuito de descoordenar un poquito as peças de meu forte adversário. Além disso, depois de 17. Bb1 as brancas terão que gastar mais dois tempos com a3 para expulsar meu cavalo e com a retirado do bispo da primeira fileira para novamente conectar as torres. Somando eu ganho um tempo. 17.Bb1 Bf8 Meu bispo sai da incomoda casa e7 para dar passagem à atividade da torre e procura uma diagonal em que será mais útil.
18.a3 Ca6 19.d5 Dessa vez a ruptura não pode ser evitada. 19. d5 chegou para levar a partida para seu estágio final.

19...Bg7 20.dxc6 Dxc6 21.Dxc6 bxc6 22.Bc2 Depois dessa variante forçada, chegamos à uma posição crítica. Um simples erro de avaliação dos componentes estratégicos envolvidos na luta a partir daqui pode levar ao fracasso. E acredito que tenha sido isso o que me sucedeu. Avaliei erroneamente os elementos da luta e acabei por ser derrotado.


Tentarei agora explicar como avaliei essa posição: a primeira vantagem do branco que salta aos olhos é a maioria móvel de peões na ala da dama. A maioria do negro na ala do rei não é tão perigosa dado à debilidade crônica de sua cadeia. A segunda vantagem do branco que eu via é a do par de bispos. Temia o avanço dos peões da ala da dama sustentados por essas duas navalhas e estava certo que minha derrota viria desse avanço sistemático e que, portanto, deveria de todas as formas impedi-lo. O que não me passou pela cabeça foi que ainda há muitas peças no tabuleiro (apenas a dama e uma das peças menores foram trocadas) e que assim a posição não era típica de um final, mas sim, de um meio jogo. Percebendo isso, os aspectos levantados anteriormente perdem muito de seu valor, pois o que mais vale no meio jogo é a coordenação e atividade das peças. Vendo por esse lado, o cavalo e o bispo branco estão em posições não muito boas, enquanto a única peça realmente ativa que possuem pode ser logo trocada com 22. Cg4 (sem contar que esse lance ameaça a invasão do cavalo por e3). Já o cavalo de a6 negro, na borda do tabuleiro, pode facilmente entrar ativamente na batalha por c5. Uma pena que eu não tenha tido a capacidade técnica de ver a posição dessa maneira. No entanto, penso que mesmo assim o meu adversário Grande Mestre encontraria outra forma de me derrotar (ou mesmo eu cometeria outro tipo de erro), mas certamente a partida entraria num caminho muito mais interessante.

22...h5
Um lance fraco, mas que ainda mantém as pretas com vantagem. Teria sido melhor Cg4. O lance do texto tem a idéia de cutucar o cavalo que vigia as importantes casas e4 e e2 e ameaçar a entrada na sétima de minha torre. 23.Tfe1 Um lance simples e bom! A medida que se trocam as peças pesadas, aqueles aspectos do final anteriormente abordados passam a aumentar de valor.

23...c5?! Esse sim é o primeiro erro grave, pois tira a casa pela qual o cavalo de a6 poderia entrar de forma mais ativa no jogo. Melhor era 23. ... h4 seguido de 24. ... Cc5 com excelentes perspectivas de jogo dos cavalos pretos por e4 ou, ainda talvez mais forte, por e6, colocando pressão no peão de f4. 23. ... c5 era desnecessário também porque o peão em c6 controla d5 e b5 de forma eficiente. Joguei esse lance temendo 24. b4 que iniciaria o avanço dos peões brancos, seguido de Ba4, que colocaria pressão sobre o fraco peão em c6. Como se percebe, pensei apenas na atividade das peças do meu adversário e não na atividade das minhas próprias.

24.Tad1 Txe1+
Trocando as peças pesadas eu dou uma ajuda para os planos do meu adversário. Era melhor 24. ... Cc7 que depois de 25. b4 Ce6 as negras não teriam nada a temer devido a boa coordenação de suas peças. 25.Txe1 Te8? E esse é outro erro grave. Trocando a última torre restante, todas as vantagens no final que as brancas possuem, embora não esteja ainda tão fácil de converter, acabam por se tornar decisivas. Ainda era preferível 25. ... Cc7. 26.Txe8+ Cxe8 27.Bxg7 Rxg7 28.Ce2 Cd6 29.Rf2 Cc7 30.Bd3 a5 31.Cc3 Veja como d5 e b5 podem ser facilmente exploradas pelas brancas.

31...Rf6 A partida seguiu mais uns 15 lances, mas nesse momento eu entrei nos cinco minutos e parei de anotar. O que posso dizer é que aconteceu o lógico, as brancas com muito técnica criaram um peão passado na ala da dama e venceram. 1–0

segunda-feira, 8 de março de 2010

Torneio da festa da uva - deu a lógica.


O torneio da Festa da uva consegue se superar a cada edição. Dessa vez promoveu o mais forte torneio dos últimos tempos no Brasil, com a presença de 290 enxadristas de diversas partes do Brasil e do mundo. Além do mais, pude comprovar que Ivanchuk é de carne osso, e não apenas uma inesgotável fonte de idéias para o xadrez. Ivanchuk mais parececia uma miragem no meio de tanta gente. Quando ele chegou no local dos jogos no início do torneio, todos o olhavam com assombro e espanto, estava ali diante de todos uma lenda viva, alguém que possui o ponto alto da mestria no xadrez, mas depois de um tempo foi até possível esbarrar com esse ser até a pouco intocável no banheiro ou no restaurante, por exemplo.


Ivanchuk ao chegar no local dos jogos


Num momento apropriado, aproveitei para pedir para tirar uma foto com ele. Arranhei um desnecessário inglês, porque ele muito bem entende o português, e ele consentiu com a cabeça. Depois que o Rubens Castro tirou a foto, agradeci e ele novamente acenou com a cabeça. Acho que não ouvi nenhuma palavra de Ivanchuk, a não ser na entrevista que ele concedeu para a televisão antes do evento e na sua derrota contra Milos, quando ele pronunciou algumas palavras que eu de longe não pude ouvir, mas percebi seus gestos bruscos e suas expressões faciais pra lá de esquisitas.

Eis a foto histórica que tirei com o Ivanchuk:


No final acabou dando a lógica. O Ucraniano venceu o torneio com 8 pontos, apesar de ter tomado um susto com sua derrota contra o Gigante Milos, seguido do invicto Sandro Mareco também com 8. A minha espectativa era de que ele fizesse 9 em 9, ou no máximo cedesse meio ponto a um dos seus fortes adversários. Mas Gilberto Milos, seis vezes campeão brasileiro, surpreendeu a todos, derrotando-o consistentemente e recebendo os aplausos do público ali presente. Até mesmo eu, que estava concentrado na minha partida contra o GM Andrés Rodrigues, mas acompanhando sempre a partida da primeira mesa pelo telão, não resisti e também aplaudi.



Foi uma grande experiência ter visto tantos Grandes Mestres juntos em ação. Pessoas que dedicam sua vida à arte do xadrez e que têm uma extraordinária compreensão das 64 casas do tabuleiro e das nuanças do xadrez competitivo de alto nível. Ninguém estava ali para perder, a derrota era a última opção. A auto-confiança daqueles Grandes Mestres e Mestres Internacionais que disputavam o título era aparente no olhar que lançavam para o tabuleiro. Realmente foi muito produtiva a experiência de ver tantos jogadores consagradamente fortes se enfrentando.

Não posso deixar de falar também do ídolo da minha infância enxadrística, Mequinho. Lembro que logo que comecei a jogar xadrez na sogipa, a professora que me ensinou a mexer as peça, que era sócia-atleta do clube, tirou um livro da biblioteca para mim, que se não me engano se tratava do primeiro campeonato brasileiro conquistado por Mequinho quando tinha apenas 13 anos. Me causou forte impressão suas partidas, principalmente a penúltima partida em que Olicio Gadia oferece empate para Mequinho e o guri na mesma hora sugere que o mestre abandone para logo depois demostrar como venceria a partida. Detalhe que Mequinho precisava só do empate pra ser campeão antecipado. Estava ali quem eu queria ser quando crescesse. Agora que cresci pude ter o prazer novamente de vê-lo jogar ao vivo e tirar uma foto ao lado dele.



Para finalizar fico com as palavras de Marcelo Diaz que arrancaram um farto sorriso de Vassily Ivanchuk: "Obrigado por ter vindo, é um sonho para nós".

Nos próximos dias volto com a análise de algumas partidas minhas, em especial a contra o GM Andrés Rodrigues em que pude jogar bem e entrar num final bonito no qual cometi alguns erros que Andrés estava esperando e, claro, perdi a partida.

Abraço a todos e até a próxima aventura!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Super Heróis - Raul Seixas

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Um Raulzito pra relaxar antes do torneio da festa da uva:

Quem é que no Brasil não reconhece o grande
trunfo do xadrez
Saí pela tangente disfarçando uma possível
estupidez
Corri para um cantinho pra dali sacar o lance de
mansinho
(adivinha quem era? Mequinho!)


video

quinta-feira, 4 de março de 2010

Torneio Festa da uva - Caxias do Sul


Neste sábado e domingo (6 e 7 de março) estarei jogando em Caxias do Sul o tradicional torneio da festa da uva. Essa edição promete ser a maior de todas, com a presença da maioria dos melhores GMs brasileiros e de GMs estrangeiros, com destaque todo especial para o Ucraniano Vassily Ivanchuk, um dos melhores jogadores do mundo em atividade e certamente um dos maiores gênio da história do xadrez. Ivanchuk tem permanecido desde 1988 entre os top players, vencendo, por exemplo, três vezes o torneio de Linares e alcançando diversas vezes o segundo melhor rating do mundo. Muitos dizem que seus nervos nos momentos decivos o impediram de ser um forte candidato ao título mundial.

Sou acostumado a seguir esse jogador pela internet e admirar seu jogo, principalmente porque não se sabe o que esperar dele. Suas atuações muitas vezes beiram ao sublime, mas em algumas ocasiões deixam muito a desejar. Na metade de 2009, depois de uma série de atuações ruins, foi parar em 30° no ranking mundial, mas logo recuperou o seu posto entre os top-10.

Poderemos presenciar as famosas excentricidade de Chucky, como também é chamado, tal como olhar para o teto ou para as paredes com olhar vago enquanto calcula as variantes, ou dobrar o cheque simbólico da premiação para caber no bolso. Para mim será uma grande felicidade poder vê-lo jogar de perto, já que uma chance dessa é muito rara aqui no Brasil.


Mequinho também jogará! E não preciso nem dizer que torço muito por ele. Em 2008, nesse mesmo torneio da festa da uva, ele foi o vice-campeão, mas na hora da premiação foi mais aplaudido do que o próprio campeão Rafael Leitão. Sinal da grande popularidade desse enxadrísta gaúcho e brasileiro que teve o terceiro melhor rating do mundo em 1977, atrás apenas de Karpov e Korchnoi. O que poucos sabem é que eu comecei a jogar xadrez graças a uma reportagem que o globo esporte fez sobre sua volta aos tabuleiros em 2000, depois de sua retirada do esporte por problemas de saúde. Logo depois que assisti à reportagem fui informado por um colega (na época estava na sétima série) que a professora de educação física do nosso colégio ensinava xadrez. Foi aí então que fui apresentado pela primeira vez a esse esporte-arte-ciência que hoje é parte indelével da minha vida.



Outras presenças ilustres confirmadas para o torneio são:

GM Ulf Anderson - Suécia
GM Giovani Vescovi - Brasil
GM Gilberto Milos - Brasil
GM Rafael Leitão - Brasil
GM André Diamant - Brasil
GM Andrés Rodrigues - Uruguai
GM Diego Flores - Argentina

Uma verdadeira constelação!

Maiores informações e folder confira AQUI.

Abraço a todos e hasta luego!

quarta-feira, 3 de março de 2010

III Cultura Open: 3° lugar


Encerrou-se mais uma edição do torneio da Livraria Cultura de Porto Alegre com um novo campeão. Cada edição teve o seu: o da primeira foi o MF Flávio Olivência, o da segunda o Felipe Menna Barreto e, dessa vez, foi o quase imbatível Eduardo Munoa. Eu novamente repeti a terceira colocação do II Cultura Open e, embora tenha ficado com um gostinho de quero mais, estou satisfeito com o resultado.


Foi a primeira vez nesses 10 anos de xadrez que pude experimentar a sensação de ser o primeiro tabuleiro de um torneio. Mas como rating não ganha jogo, fui ultrapassado pelos colegas Munoa e Felipe na parte final do torneio, depois de na quinta rodada ter sido o líder isolado com 5 pontos em 5 partidas.


Merece destaque especial a quantidade de pessoas interessadas em jogar e em observar as partidas (teve gente até filmando os jogos das primeiras mesas lance a lance). As 70 vagas para o torneio foram preenchidas tão logo foram abertas as inscrições e, depois disso, se deu ainda mais 60 jogadores na lista de espera. Isso mostra o grande sucesso do evento e o acolhimento da idéia pela comunidade enxadrística e do público em geral.


Quero deixar aqui meus parabéns para a organização do evento e aos apoiadores pelo empenho e dedicação para que o torneio fosse realizado. Estou aguardando ansioso para jogar o IV Cultura Open.


Fotos e resultados completos:

Mais informações:

Próxima parada agora é em Caxias no tradicional torneio da festa da uva. O torneio promete ser um dos maiores eventos dos últimos tempos no Brasil, com a presença de vários GMs brasileiros e estrangeiros. Aos que vão, até lá!